1.7.13

Uma nova ditadura?

Durante as manifestações muitos diziam querer a retirada da atual presidenta Dilma. E me pergunto aqui com meus botões, e no lugar dela? Quem entraria? Seria melhor? Mais justo? Conseguiria fazer toda mudança que o brasileiro anseia? Conseguiria suprir todas as necessidades como se a figura representativa do presidente tivesse poder incalculável, inabalável e eterno?

Tem hora que eu sinto uma discrepância entre realidade e filmes da sessão-da-tarde na cabeça dessas pessoas que me assunta. Não queridos, nosso presidente não é igual à figura do presidente americado (EUA) retratado nos filmes de Hollywood. E nem deveria ser. Vivemos um sistema democrático cheio de trâmites e votações entre deputados estaduais e federais que definem coisas que vamos sentir no dia-a-dia. É um grande jogo em que interesses econômicos e políticos brigam por espaço e poder. Grandes corporações influenciam mais numa decisão política que se pode imaginar... 

Então, concluo. É preciso mais aulas de geo-política, de história, de filosofia. Não que o povo seja burro, não é isso. Mas estamos sentindo na pele muita coisa que nos fez ir à ruas e tomar discursos inflamados de outros como nosso é muito fácil. É momento de catarse, de euforia. Então fala-se muito sem pensar.

E durante esse momento efervescente todo, fiquei relembrando de minha formação acadêmica, de meu gosto tímido por geo-política e dos diversos documentários e filmes que ilustrariam tudo isso. Um deles é um filme muito simples e extraordinariamente sagaz chamado "A Onda".


Conta a história de um professor de ensino médio que vai ensinar à sua turma sobre a autocracia, entretanto de uma forma diferente, colocando o grupo num esperimento de carne e osso. Submete então
a turma a um processo de regime totalitário que vai tomando proporções incontroláveis, principalmente fora da sala de aula.

Na história fica claro como a fraqueza humana sedenta por identidade grupal faz com que atrocidades aconteçam sem mesmo terem razão para tal. Um baita filme para assistir a qualquer momento, mas para ver com certeza. 

E o que isso tem a ver com as manifestações? Numa democracia todos têm espaço igualitário para se manifestarem e assim criar grupos e assossiações ou mesmo partidos políticos. E não somos feitos só de "good guys", e sabemos de muitos grupos radicais dos mais variados estirpes e radicalezas. A questão é se vamos ficar sucetíveis ou não a uma direção fascista. Pois eles existem...



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