6.2.11

Adaptação

Coisa na vida que temos de estar sempre aprendendo é nos adaptar. Aliás, a própria adaptação é um aprendizado. Às vezes forçado, às vezes mais naturalmente. Tudo depende da ocasião, da fase, de uma série de fatores conflitantes e confluentes. Pois estou numa dessas fases, de aprendizado, de adaptação, de ruptura, de novas perspectivas, uma nova vida. 

Há alguns meses a notícia mais bombástica veio de um desses testes de farmácia. Estava então grávida. Lembrando e me comparando intimamente aos filmes americados, às novelas brasileiras... Me senti desesperada. Foi a tranquilidade de meu namorado que me fez apaziguar (ao menos por alguns momentos, rs). 

Então a notícia para as famílias, suas reações e então as decisões. As consultas de pré-natal, os ultrassons, os enjôos, a indisposição. A procura por uma casa, onde morar, os móveis ganhados, os pormenores. As questões legais, as preocupantes, as angustiantes. As decisões. 

Decidimos, e eu com o coração sempre às palpitações, virmos para outra cidade pela estabilidade do emprego. Decisão pelo todo, pelo bem maior, pela segurança, pelo conforto estrutural. E procura carreto, junta os móveis, junta as pessoas. Pega estrada e... casa nova. 

Cidade nova. Deslocamento social, vazio sentimental, angustia, choro, fraqueza. É a tal da adaptação. Sair da casa dos pais, do conforto de ter a familia por perto, da companhia das irmãs, até das picuínhas de convivência. Como preencher esse vazio que parece mais enorme pelo fato de estar grávida?

Adaptação...

Nenhum comentário: