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5.9.11

Bendita maternidade, eis a família

Eu não sabia. Não tinha ideia. Nunca soube nada além daquela visão comum do lado de fora. E que noção eu poderia ter sem viver de fato a experiência? E é por isso que sentimos medo. Aquele inverno todo na barriga durante meses a fio. Aquela eterna interrogação até que o nono mês fosse atingido e, no derramar das últimas inseguranças e medos, viesse enfim se revelar as feições do pequeno ser que você amará mais do que tudo na vida, sem nem saber explicar esse amor todo pra ele quando crescer...

De repente sua mãe volta a ser seu principal ponto de referência desde a infância. Lembra do carinho da sua avó ao cuidar do seu café da manhã nos dias em que dormia lá. O leitinho quente. O bolo de cenoura. A pipoca que acompanhava um filme a tarde... São tantas lembranças que de repente te explodem num carinho eterno pela família, sua casa, seus hábitos, suas lembranças... 

E todas aquelas coisas chatas que seus pais falavam pra você não ficar doente? Agora você quem fala! E toda a história das criancinhas pobres que não têm nada pra comer? Te incomodam mais do que nunca! E as comidas saudáveis com gosto ruim? Em vez de fugir delas você as prepara pro jantar, rs...  

A minha Laura me apresentou um mundo totalmente novo. Há horas em que me sinto a pessoa mais poderosa do mundo, rs. Noutras, a pessoa mais sortuda do planeta, por poder ter tudo o que preciso pra cuidar bem do meu bebê. Por vê-la sorrir pra mim, sentir minha falta, trocar olhares particulares (coisa de mãe e filho, rsrs)... Me sinto mesmo a pessoa mais amada desse universo, se sou tudo pra ela, a maior referência desse mundo novo que ela está conhecendo... 

Mas isso tudo só é possível (e mais gostoso) por que tenho ao lado um fiel escudeiro. Que vive cada dia a descoberta desse amor todo, desse organismo vivo e dinâmico que é a família. Nossa família, o que há tempos nem podia imaginar, rs. Meu companheiro, que cuida de mim e da nossa menina, nossa continuação nessa vida.


12.4.11

Energia de mãe

Haja energia. A gente se alimenta direitinho, faz exercício físico, toma vacina, cuida da pele, da glicose, do sangue... de um tudo. Tudo por um novo ser. A tal perpetuação da espécie. E uma coisa tão humana que nos une inexplicavelmente por laços inseparáveis. O amor de uma família, de uma mãe e sua prole. Os gens passados de geração em geração. A espiral eterna da vida...

Ontem, depois de meses sem me apresentar, fizemos um show da Fofoca Erudita. Estava bem, de humor normal, concentrada e ciente do que estava acontecendo à minha volta. Na hora de cantar, mesmo com o medo de desafinar pelo fôlego alterado pela gravidez, fui fazer meu trabalho. Não desafinei, não fiquei tonta, nem me incomodou a barriga. Soltei a voz na emoção mais pura do meu coração. Cantei de olhos fechados e plenamente entregue. Estava no comando das coisas, até que...

Minhas energias se foram. Todas. É essa a sensação. Hoje estou de ressaca, me sentindo resfriada, fraca, atropelada, rs. É verdade, minhas energias não são mais só minhas, mas também de minha filha. Tenho que saber dosar, poupar, mandar leve pra não ficar assim e não resistir a nada mais, rs...

17.3.11

Ser mãe é sorrir em parafuso

Foi talvez o título, a ilustração ou algum sinal divino que me fez folhear este livro pela primeira vez.

É que quando se está grávida muita coisa resolve acontecer na nossa vida. Ainda mais quando essa coisa cósmica que é gerar outra pessoa vem num susto, para te descolocar da jogada, te tirar do rumo, te desorganizar... te colocar em parafuso.

No meu caso foram (estão sendo) muitas coisas ao mesmo tempo. Mudança de casa, cidade nova, convivência a dois, dúvidas sobre o futuro, medo de ser mãe, responsabilidades novas, crises de identidade, medo de instabilidade financeira, etc etc etc. E para me acalmar, me reconfortar o coração, fui comprar alguns livros sobre maternidade. Entre eles estava lá, com aquelas belas ilustrações e o bom humor em tudo, rs. O "Ser mãe..." era o único exemplar na livraria e uma ótima surpresa! 

Contando com muito bom humor e leveza sobre as dúvidas e sentimentos que acontecem no corpo e alma de uma "mãe fresca" (no caso aqui são uma quase mãe e um quase pai, rs), a autora descreve e explica coisas que a gente sente e faz e às vezes não compreende muito bem, justamente por estarmos no centro do furacão. 

Só sei que a leitura dessa obra me ajudou muito a me entender e até me ajudar a segurar mais a onda (ansiedade, medos...). Nas tais 160 páginas me senti compreendida e confortável, como se tudo no mundo finalmente fizesse mais sentido, acalmando realmente meu coração. Não só um conforto, mas uma orientação quanto ao que está acontecendo comigo e que às vezes não entendemos. O parafuso é tão confuso que nos perdemos sem rumo nas coisas que parecem mais simples na vida, rs.

Então, recomendo mesmo para todos que se interessem pelo assunto maternidade, e principalmente aqueles que estão vivendo essa novidade na vida (como eu) e aos que já viveram, rs.

E também, um parabéns bem grande para a autora dessa grande obra, Lô Galasso. Abração.