Quando a gente é artista tem sempre algo pinicando por dentro. Algo que incomoda, algo quente demais ou frio demais que deixa um desconforto danado, uma inquietude danada!
Às vezes é muito dificil racionalizar essa inquietude e entender o que devemos fazer. Por vezes pode-se até confundir com angústia, insatisfação da vida, crise de existência. E na verdade, até que pode ser sim essas coisas todas, mas o lance é que o artista tem uma maior necessidade (ou facilidade?) de sublimar as coisas do que as outras pessoas "normais".
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| Quando eu e Laura sublimamos |
Quando me sinto assim passo por uns bons dias numa espécie de cansaço mental, inquietação física, falta de foco, falta de vontade de rotina. Aliás, rotina foi sempre um componente muito complicado de lidar nessa relação com a arte pra mim. Fazer tarefas caseiras rotineiras de responsabilidade (assim como cozinhar para a família, organizar e limpar a casa, fazer compras, lavar roupas, cuidar dos filhos) sempre me confundiram muito na prática artística tendo me feito deixa-la de lado. Então, esses momentos de angústia têm sido pior nesse contexto.
Procuro pela janela do mundo (essa danada da Internet) por alternativas para me auxiliarem nessa busca pela válvula de escape, pela sublimação, mas esse mundo de informações só me confunde mais e mais, ocupando minha mente com coisas inúteis e deixando o tempo corrido e escasso.
Tenho feito então o exercício de usar cada vez menos a Internet, principalmente a praga do Facebook. E me proponho aqui em público um exercício de resgatar esse fazer artístico, e quem sabe eu consiga sublimar melhor as dores da vida. Por dia da Rafaela Cappai, vou fazer o exercício de criar algo todo dia por 30 dias. Pode ser música, desenho, video ou poesia. Seja o que for a criação, vai ser registrado e compartilhado aqui com a galera. Então, se quiserem entrar nessa comigo, estão convidadíssimos. podem chegar juntos e troquemos figurinhas! Podem se manifestar mesmo, sem medo, rs. Bora?

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